terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A menina não morreu, está dormindo.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Beato João Paulo II
Discurso aos jovens do Chile, 02/04/1987
Queridos jovens, o futuro depende de vós; de vós depende o fim deste milênio e o início do novo. Por conseguinte, não sejais passivos: assumi as vossas responsabilidades em todos os domínios que se vos abrem no nosso mundo. [...] Tomai as vossas responsabilidades! «Estai prontos», animados pela fé no Senhor, «a dar a razão da vossa esperança» (1P 3,15). [...] Qual é o motivo da vossa confiança? A vossa fé, o reconhecimento e a aceitação do imenso amor que Deus revela continuamente pelos homens. [...] Jesus Cristo, «o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos» (Heb 13,8), continua a revelar aos jovens o mesmo amor que o Evangelho descreve quando encontra um ou uma jovem.
Assim, podemos contemplar a ressurreição da filha de Jairo, que «tinha doze anos». [...] Jairo expõe a sua dor ao Mestre com sinceridade; com insistência suplica ao seu coração: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se cure e viva.» «Jesus foi com ele.» O coração de Cristo, que se comoveu perante a dor humana deste homem e de sua filha, não fica indiferente aos nossos sofrimentos. Cristo ouve-nos sempre, mas pede-nos que recorramos a Ele com fé. [...] Todos os gestos e todas as palavras do Senhor exprimem este amor.
Quereria debruçar-me particularmente sobre as palavras recolhidas dos próprios lábios de Jesus: «A menina não morreu, está a dormir.» Estas palavras profundamente reveladoras incitam-me a pensar na misteriosa presença do Senhor da Vida num mundo que parece ter sucumbido ao impulso descarado do ódio, da violência e da injustiça. Mas não, este mundo, que é vosso, não morreu, está a dormir. No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. Não Lho permitiu.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre os Evangelhos, n°194
A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então sim, procuremos segui-l'O passo a passo o mais exatamente possível, partilhar a Sua vida tal como ela foi, como os apóstolos o fizeram ao longo da Sua vida e após a Sua morte: o amor leva-nos a imitá-l'O. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele, «corramos atrás do seu perfume» (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como São Pedro e São Paulo. [...]
E se um dia Deus quiser tirar-nos, por algum tempo ou para sempre, deste caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos. Os Seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a Sua vontade [...], andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a Sua vontade designar. Mas aproximemo-nos d'Ele com todas as nossas forças em toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se, pela vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos encontramos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

REUNIAO DA COMUNIDADE RAINHA DO CARMELO -21/01/2012

JMJ

A reunião iniciou com uma oração de consagração a Nossa Senhora. Em seguida a presidente da comunidade falou sobre as equipes de serviços, os Encontros dos Devotos do Escapulário e atualizações do quadrante.
Após o recreio, a comunidade rezou o Salmo 8

Majestade de Deus e dignidade do homem.

“Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Desdobrastes nos céus vossa glória com grandeza, esplendor, majestade. O perfeito louvor vos é dado pelos lábios dos mais pequeninos, de crianças que a mãe amamenta. Eis a força que opondes aos maus, reduzindo o inimigo ao silêncio. Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: 'Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?' Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes: as ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas. Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!”

A formação foi conduzida pela Neila, capitulo 1 e 2 do Livro das Fundações. A reunião foi encerrada com a Oração das Vésperas e a Salve Regina.

Avisos
Próxima reunião dia 04/02/2012. Formação capítulos 3, 4 e 5 do Livro das Fundações.
Equipe de limpeza próxima reunião: Helton, Maria Luíza e Mariza.
A Ordenação Episcopal de Frei Rubens será dia 18/03/2012 às 9 horas, na Catedral de Vitória.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!




sábado, 28 de janeiro de 2012

Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada.



Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1879), carmelita, Doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico A, 75 vº - 76 rº
Eu deveria, querida Madre, ter-vos falado do retiro que precedeu a minha profissão de fé. Esteve longe de me trazer consolação: a mais absoluta aridez e quase o abandono foram o que me coube, Jesus dormia como sempre na minha pequena barquinha; ah, bem vejo como raramente as almas O deixam dormir tranquilamente em suas barcas, Jesus anda tão cansado por ter sempre trabalhos para fazer e por ter de tomar tantas iniciativas, que logo Se apressa a aproveitar o repouso que Lhe ofereço. Não acordará certamente antes do meu retiro para a eternidade, mas isto, em vez de me causar sofrimento, dá-me na verdade um extremo prazer.
Claro que estou longe de ser uma santa, e o que acabo de dizer prova-o bem. Deveria, em vez de me regozijar com esta minha secura, atribuí-la ao meu pouco fervor e pouca fidelidade, deveria afligir-me por dormir (desde há sete anos) durante as orações e as ações de graças. Pois bem, não me aflijo com isso; penso que as criancinhas agradam tanto a seus pais enquanto dormem como quando estão acordadas; penso que, para fazer operações, os médicos põem os doentes a dormir. Enfim, penso que o Senhor conhece bem a nossa fragilidade, «sabe de que somos formados; não Se esquece de que somos pó da terra» (Sl 102,14).
O meu retiro de profissão de fé foi pois, como todos os que se seguiram, um retiro de grande aridez. No entanto, o Bom Deus mostrava-me à evidência, sem que eu me apercebesse, a maneira de Lhe agradar e de praticar as mais sublimes virtudes. Bastas vezes percebi que Jesus não quer dar-me provisões: nutre-me, a cada instante, com um novo alimento; encontro-o em mim sem saber como ali veio parar. Acredito simplesmente que é o próprio Jesus, escondido no fundo deste meu pobre e pequeno coração, Quem faz a graça de agir em mim, Quem me faz pensar em tudo o que quer que eu faça no presente momento.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nada te pertube!!!!


"Ao que parece, Sua Majestade nos recompensa pelo nosso pequeno esforço com um dom imenso que é o consolo sentido pela alma ao ver que chora por tão grande Senhor; e não me espanto com isso, pois razão há de sobra para sentir consolo, pois ali ela se inebria e se deleita." (V10,2) Santa Madre Teresa de Jesus.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Na Virgem do Carmo, deponho toda minha esperança, e com esta confiança hei de triunfar sempre". (Pio XII)

No ultimo dia 16, a Comunidade Rainha do Carmelo, Comunidade São José de Santa Teresa e os devotos do Santo Escapulário juntos com as Monjas do Carmelo Santa Teresinha reuniram-se para celebrar a Eucaristia. A celebração foi presidida pelo Pe. Francisco Meneses e marca o início das atividades no ano de 2012.
Após a Santa Missa, como costume em todos os encontros dos devotos do Santo Escapulário, foi recitado a Coroa da Imaculada e realizado o sorteio da imagem peregrina de Nossa Senhora do Carmo. A sorteada foi a Eugenia.


“Virgem Mãe e Rainha do Carmelo, guia-nos e apoia-nos para vivermos sempre, como autênticos filhos e filhas da Igreja do teu Filho Jesus. E, como fiéis carmelitas, que a nossa oração seja em benefício da Igreja, o nosso estilo de vida simples e fraterno e o nosso empenho missionário contribua para a implantação da verdade e do amor sobre a terra. E assim, cresça nossa colaboração com a família carmelitana, segundo o desejo de Deus e para sua maior glória. Amém!”


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CONVITE

Convidamos a todos os membros da Comunidade Rainha do Carmelo, ocds,
para a Santa Missa que marcará o início das nossas atividades no Ano de 2012.
Contamos com a presença de todos para juntos louvarmos e agradecermos ao nosso Bom Deus
por mais este ano que nos é oferecido para crescermos no amor a Deus e ao próximo.
Fraternalmente
COMUNIDADE RAINHA DO CARMELO, OCDS
Maria Efigênia - Presidente



INFORMAÇÕES:
DATA: 16 de janeiro de 2012
HORA: 19:00
LOCAL: Capela do Carmelo Santa Teresinha
CELEBRANTE: Pe. Francisco Meneses

Vendo a fé daqueles homens, perdoou-lhe.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Ambrósio (c.340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de Lucas V, 11-13
«Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados'». Como é grande o Senhor! Por causa de uns, perdoa aos outros; de uns recebe a oração, a outros perdoa os pecados. Por que razão, ó homem, não poderá o teu semelhante interceder por ti, quando é um servo que do Senhor alcança e obtém, pela súplica insistente, a graça?
Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós, e, em consideração a ela, o Senhor vos concederá o perdão que podia ter-vos recusado. Não negamos a realidade histórica da cura do paralítico, apenas queremos aqui realçar sobretudo a sua cura interior, por causa dos pecados que lhe foram perdoados. [...]
O Senhor quer salvar os pecadores e demonstra a Sua divindade através do conhecimento que tem dos corações e dos prodígios das Suas ações: «Que é mais fácil? Dizer ao paralítico 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer 'Levanta-te, pega no teu catre e anda'?» E assim faz-lhes ver a imagem completa da Ressurreição, uma vez que, ao curar as feridas do corpo e da alma [...], é o homem todo que fica curado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Parabéns Artur!!! 10/01/12

ARTUR VIANA DO NASCIMENTO NETO, OCDS


"A fé e a vontade amorosa de agradar a Deus, tornam possível o que, pela razão, não o é."

Todos nós estamos bastante felizes com o seu sim, com sua docilidade em escutar o chamado do Senhor e se por a caminho, como diz nossa Santa Madre. Desejamos que sua caminhada como carmelita seja repleta dos frutos do Espírito Santo, que transborde em você, em todos os momentos o amor!!!! Conte com nossas orações e súplicas a Deus por sua santificação. Parabéns pelo dom da sua vida e que Nossa Mãe e Rainha do Carmelo o conduza sempre cobrindo-o com Seu Manto Sagrado.


Com amor e orações,
Comunidade Rainha do Carmelo

Viestes para nos arruinar?


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Catecismo da Igreja Católica §§ 391-395
Por detrás da opção de desobediência dos nossos primeiros pais, há uma voz sedutora, oposta a Deus (Gn 3,1-5), a qual, por inveja, os faz cair na morte (Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). Segundo o ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus. «O Diabo e os outros demônios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus» (Concílio de Latrão).
A Escritura fala dum pecado destes anjos (2Pe 2,4). A queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o Seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: «Sereis como Deus» (Gn 3,5). O Diabo é «pecador desde o princípio» (1 Jo 3, 8), «pai da mentira» (Jo 8,44). É o carácter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. «Não há arrependimento para eles depois da queda, tal como não há arrependimento para os homens depois da morte» (São João Damasceno).
A Escritura atesta a influência nefasta daquele a que Jesus chama «assassino desde o princípio» (Jo 8,44), e que chegou ao ponto de tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai (Mt 4,1-11). «Foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus» (1 Jo 3,8). Dessas obras, a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus.
No entanto, o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Parabéns, Danielle!

A Comunidade Rainha do Carmelo se alegra pelo aniversário de nossa amada irmã Danielle. Que Deus a cubra de suas bençãos e graças, a tornando cada vez mais feliz em seu caminho de vida.
Que nossa Santíssima Mãe do Monte Carmelo e nossa mãe Santa Teresa a abençoem e guardem.
Um forte abraço de todos!
Comunidade Rainha do Carmelo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Efraim (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja
Hino 7 sobre a Virgem
Vinde, sábios, admiremos a Virgem Mãe, a filha de Davi, esta flor de beleza que deu à luz a maravilha. Admiremos a fonte donde brota o princípio, a embarcação completamente carregada de alegrias que nos traz a mensagem vinda do Pai. No seu seio puríssimo, recebeu e trouxe este grande Deus que governa a criação, este Deus por Quem a paz reina na terra e nos céus. Vinde, admiremos a Virgem puríssima, maravilhosa em si mesma, a única criatura que deu à luz sem ter conhecido homem. A sua alma estava cheia de assombro, e todos os dias glorificava a Deus na alegria, por estes dons que parecia não poderem unir-se: a sua integridade virginal e o seu Filho bem-amado. Sim, abençoado seja Quem dela nasceu! [...]
Ela tem-No dentro de si e canta os Seus louvores com suaves cânticos [...]: «O Teu lugar, meu Filho, é acima de todas as coisas; mas, porque assim o desejaste, vieste repousar em mim. Os céus são demasiado estreitos para a Tua majestade, e eu, que sou tão pequena, trago-Te dentro de mim! Que venha Ezequiel e Te veja no meu regaço; que ele se prostre e adore; que reconheça em Ti aquele que viu sentar-Se no carro dos querubins (Ez 1) e que me proclame bem-aventurada, graças a Quem trago dentro de mim! [...] Isaías, que proclamaste: «Eis, a Virgem concebeu e deu à luz um filho» (7,14), vem, contempla, congratula-te comigo. [...] Eis que dei à luz mantendo intacto o selo da minha virgindade. Contempla o Emanuel, que permaneceu escondido para ti. [...]
«Vinde a mim, vós, os sábios, chantres do Espírito, profetas que nas vossas visões tivestes a revelação das realidades escondidas, agricultores que, após terdes semeado, adormecestes na esperança. Levantai-vos, saltai de alegria vendo a colheita dos frutos. Eis nos meus braços a espiga de vida que dá pão aos que têm fome, que satisfaz os miseráveis. Congratulai-vos comigo: recebi uma braçada de alegrias!»

sábado, 31 de dezembro de 2011

Á quantos O receberam, aos que n'Ele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem fihos de Deus!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
Homília «Os ricos poderão salvar-se?», 37
Contemplai os mistérios do amor e vereis «o seio do Pai», que «nos deu a conhecer o Seu Filho unigênito», que é Deus (Jo 1,18). Deus é amor (1Jo 4,8) e, devido a este amor, deixou-Se ver por nós. No Seu ser inexprimível, é Pai; na Sua compaixão para connosco, tornou-Se Mãe. Ao amar, o Pai revela também uma dimensão feminina.
A prova incontestável é Aquele que gera de Si mesmo. E este Filho, fruto do amor, é amor. Por causa deste amor, Ele próprio Se baixou. Por causa deste amor, revestiu-Se da nossa humanidade. Por causa deste amor, sofreu livremente tudo o que diz respeito à condição humana. Assim, colocando-Se ao nível da nossa fraqueza porque nos amava, pôs-nos em igualdade à Sua força. Quando estava a ponto de Se oferecer em sacrifício e Se dar a Si próprio como preço da redenção, deixou-nos um testamento novo: «Dou-vos o Meu amor» (cf Jo 13,34; 14,27). Que amor é este? Qual o seu valor? Por cada um de nós, «entregou a Sua vida» (1Jo 3,16), uma vida mais preciosa que todo o universo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Regressaram à Galiléia, à sua cidade de Nazaré!




Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Paulo VI, Papa de 1963 a 1978
Alocução em Nazaré a 5 de Janeiro de 1964 (do breviário: Ofício de Leitura da Festa da Sagrada Família)
Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la. [...] Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas! [...]
[Nazaré dá-nos] em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh, se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo! Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê (Mt 6,6).
[Nazaré dá-nos] uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.
[Nazaré dá-nos] uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro (Mt 13,55)! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano, restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo, Nosso Senhor.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Agora, Senhor, deixarás ir em paz o Teu servo!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Sobre a morte, 2-3
«O Reino de Deus está próximo» (Lc 21,31). O Reino de Deus, irmãos muito queridos, aproxima-se agora. Com o fim do mundo, anuncia-se já a recompensa da vida, a felicidade da salvação eterna, a segurança perpétua e a alegria do paraíso que outrora perdemos. E já as realidades do céu se sucedem às realidades humanas, as grandes às pequenas, as eternas às temporais. Haverá lugar à inquietação, à apreensão pelo futuro? [...]
Com efeito, está escrito que «o justo viverá da fé» (Rm 1,17). Se fordes justos e viverdes da fé, se acreditardes verdadeiramente em Jesus Cristo, porque não vos alegrareis então ao ser chamados para Ele [...], uma vez que estais certos da promessa de Deus e destinados a estar com Cristo? Tomai o exemplo de Simeão, o justo: ele foi verdadeiramente justo e observou fielmente os mandamentos de Deus. Uma inspiração divina tinha-lhe dado a conhecer que não morreria sem primeiro ter visto a Cristo. Assim, quando Cristo, ainda criança, veio ao Templo com Sua mãe, apercebeu-se, iluminado pelo Espírito Santo, de que o Salvador tinha nascido, como lhe tinha sido predito; e, à vista d'Ele, compreendeu que a sua morte estava iminente.
Muito alegre com essa perspectiva e agora seguro de ser em breve chamado para junto de Deus, tomou a criança nos braços e exclamou, bendizendo o Senhor: «Agora, Senhor, deixarás ir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra, pois os meus olhos viram a Salvação». Demonstrava assim e testemunhava que a paz de Deus pertence aos que O servem, que gozam da doce quietude e da liberdade, quando, subtraídos aos tormentos do mundo, alcançam o refúgio e a segurança eternos. [...] É somente então que a alma encontra a paz verdadeira, o repouso total, a segurança duradoura e perpétua.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Senhor nosso Deus,neste dia fostes glorificado não pelas palavras, mas pelo sangue dos Mártires Inocentes!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 152; PL 52, 604
Aonde leva a inveja? [...] O crime hoje cometido no-lo mostra: o medo de que exista um rival para o seu reino enche de angústia a Herodes; maquina então suprimir o «Rei que acaba de nascer» (Mt 2,2), o Rei eterno; luta contra o seu Criador e decide matar inocentes [...]. Que erros tinham aquelas crianças cometido? Nada haviam dito suas línguas mudas, nada seus olhos haviam visto, seus ouvidos escutado, suas mãos feito. Foi-lhes dada a morte, não tendo elas conhecido a vida. [...] Cristo lê o futuro e conhece os segredos dos corações, julga os pensamentos e escrutina as intenções (Sl 138): porque as abandonou? [...] Porque negligenciou o Rei do céu recém-nascido estes companheiros de inocência, porque esqueceu as sentinelas de serviço em redor do Seu berço, levando a que o inimigo, com a intenção de atingir o Rei, devastasse por completo o exército?
Irmãos, Cristo não abandonou os Seus soldados, antes os encheu de glória ao permitir-lhes triunfar antes de viver, e ganhar a vitória sem que tivessem de combater. [...] Ele quis que possuíssem o céu, de preferência à terra [...], enviou-os à Sua frente como arautos. Não os abandonou: salvou a Sua guarda avançada, não a esqueceu [...].
Bem-aventurados os que trocaram os trabalhos pelo repouso, as dores pelo alívio, o sofrimento pela alegria. Estão vivos, vivos, vivem realmente, os que sofreram a morte por Cristo. [...] Felizes as lágrimas que as mães verteram por seus filhos: valeram-lhes a graça do batismo. [...] Que Aquele que Se dignou repousar no nosso estábulo queira também conduzir-nos aos prados do céu.