domingo, 19 de junho de 2011

Todo o que n'Ele crê, tenha a vida etena.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Atanásio (295-373), Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja
Carta I a Serapião, 19; PG 26, 573
Insensatos, que não cessais de revelar-vos indiscretos na procura da Trindade, sem vos contentardes em acreditar tão-só que Ela existe, tal como vos orienta o Apóstolo, que diz: «quem se aproxima de Deus tem de acreditar que Ele existe e recompensa aqueles que O procuram» (Heb 11,6). Que ninguém se ocupe de questões supérfluas, mas se contente em apreender o conteúdo das Escrituras, [...] que dizem que o Pai é fonte — «o Meu povo abandonou-Me, a Mim, nascente de águas vivas» (Jr 2,13); «Abandonaste a fonte da sabedoria!» (Br 3,12) — e luz, segundo João: «Deus é luz» (1Jo 1,5). O Filho, com efeito, em relação a essa fonte, é rio, de acordo com o salmo: «Enches, a transbordar, o rio caudaloso» (Sl 65 /64,10), e em relação à luz é resplendor, quando Paulo diz que «é resplendor da Sua glória e imagem fiel da Sua substância» (Heb 1,3). Assim sendo, o Pai é luz, e o Filho o Seu resplendor. [...] E é no Filho que somos iluminados pelo Espírito, como diz também Paulo: «que o Pai vos dê o Espírito de sabedoria e vo-Lo revele, para o conhecerdes, e sejam iluminados os olhos do vosso coração» (Ef 1,17-18). É, porém, Cristo quem nos ilumina n'Ele quando somos iluminados pelo Espírito, pois a Escritura diz: «O Verbo era a Luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9). Para além disso, sendo o Pai fonte e Cristo rio, é dito igualmente que bebemos do Espírito: «e todos bebemos de um só Espírito» (1Cor 12,13). Dessedentados, pois, pelo Espírito, é de Cristo que bebemos, porquanto bebemos «de um rochedo espiritual que os seguia, e esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4).
Ora, sendo o Pai o «único Deus sábio» (Rm 16,27), o Filho é a Sua sabedoria, porque «Cristo é poder e sabedoria de Deus» (1 Cor 1,24). Por conseguinte, ao recebermos o Espírito de sabedoria, recebemos o Filho e adquirimos assim a Sua sabedoria. [...] O Filho é a vida, pois Ele disse: «Eu sou a Vida» (Jo 14,6). Mas também se diz na Escritura que somos vivificados pelo Espírito quando Paulo nos diz que «o Pai, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do Seu Espírito que habita em vós» (Rm 8,11). Mas ao sermos vivificados pelo Espírito, é Cristo que Se faz vida em nós: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2,20).
Existindo, assim, no seio da Trindade uma tal correspondência e uma tal unidade, quem poderá separar o Filho do Pai, e o Espírito do Filho, ou do Pai? [...] O Mistério de Deus não é concedido ao nosso ser com discursos eloquentes, mas pela fé e por preces respeitosas.

sábado, 18 de junho de 2011

Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo em Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n°21, 1; PG 57, 294-296
Vede que vantagens Jesus Cristo nos promete e quanto os Seus preceitos nos são úteis, porque nos livram de tão grandes males. O mal que as riquezas vos causam, diz Ele, não é só o de armar os ladrões contra vós e o de preencher o vosso espírito com grandes trevas. A grande ferida que fazem é de vos arrancarem à bem-aventurada servidão de Jesus Cristo para vos tornarem escravos de um metal insensível e inanimado.
«Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Tremamos, irmãos, só de pensar que forçamos Jesus Cristo a falar-nos do dinheiro como divindade oposta a Deus! Mas então, direis vós, os antigos patriarcas não arranjaram maneira de servir simultaneamente Deus e o dinheiro? De forma nenhuma. Mas como foi então que Abraão, como foi que Job, irradiaram tanto com a sua magnificência? Eu respondo-vos que não estamos a falar daqueles que possuíram riquezas, mas aqueles que foram possuídos por elas. Job era rico; servia-se do dinheiro mas não servia o dinheiro, era seu gestor mas não seu adorador. Ele considerava os seus bens como se pertencessem a outro, considerava-se dispensador e não proprietário. [...] Foi por essa razão que não se afligiu quando os perdeu.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PARABÉNS, LIVRAMENTO!! 18/06/2011


MARIA DO LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA DO CARMO, OCDS



Parabéns!!!!!!!! Que Nosso Amado Jesus, esteja sempre bem pertinho de você, trazendo PAZ, AMOR, SAÚDE, PACIÊNCIA, SABEDORIA, enfim que ELE encontre em seu coração um habitável quarto, para lá permanecer. Nossa Mãe Maria Santíssima do Carmo lhe conduza!!



Com amor e orações,


Comunidade Rainha do Carmelo

18.06.11

ENCONTRO DOS DEVOTOS DO ESCAPULÁRIO! EM 16/06/2011




Nosso encontro aconteceu na Ermida de São José, Carmelo de Santa Teresinha. Iniciamos com a oração feita pelo Raimundo. Nesse momento meditamos com uma imagem de Nossa Senhora abrançando o Menino Jesus e cada pessoa falou o que sentia olhando para Nossa Mãe:CONFIANÇA, TERNURA, AMOR, PAZ, TERNURA...


Fátima nos falou sobre as aparições de Nossa Senhora de Fátima. Falou sobre o momento histórico que se vivia na Europa naquela época. Em seguida resumiu as 3 aparições do Anjo de Portugal que antecedeu as aparições de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que iniciou-se em 13 de Maio de 1917:


Recebemos uma material muito rico que contém toda a história da aparição de Nossa Senhora de Fátima e os três videntes, Lúcia, Francisco e Jacinta.


Após a explicação, rezamos a coroa de Nossa Senhora, e sorteamos a imagem peregrina de Nossa Senhora do Carmo, a sorteada foi nossa irmã de comunidade, Jacira.




Em uma das cartas de Ir. Lúcia ela coloca o que Nosso Senhor diz: " PORQUE QUERO QUE TODA A MINHA IGREJA RECONHEÇA ESSA CONSAGRAÇÃO COMO UM TRIUNFO DO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA, PARA DEPOIS ESTENDER O SEU CULTO E PÔR, AO LADO DA DEVOÇÃO DO MEU DIVINO CORAÇÃO, A DEVOÇÃO DESTE IMACULADO CORAÇÃO."




NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA, ROGAI POR NÓS!!

Não acumuleis tesouros na terra.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Concílio Vaticano II
Mensagem aos governantes
Neste momento solene, nós, os Padres do XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, ao dispersarmo-nos depois de quatro anos de oração e de trabalhos, na plena consciência da nossa missão para com a humanidade, dirigimo-nos com respeito e confiança àqueles que têm nas suas mãos o destino dos homens na terra, a todos os depositários do poder temporal.
Nós proclamamos altamente: prestamos honra à vossa autoridade e à vossa soberania; respeitamos a vossa função; reconhecemos as vossas leis justas; estimamos aqueles que as fazem e aqueles que as aplicam. Mas temos uma palavra sagrada a dizer-vos, e é esta: só Deus é grande. Só Deus é o princípio e o fim. Só Deus é a fonte da vossa autoridade e o fundamento das vossas leis.
É a vós que pertence ser na terra os promotores da ordem e da paz entre os homens. Mas não esqueçais: é Deus, o Deus vivo e verdadeiro, que é o Pai dos homens. E é Cristo, o Seu Filho eterno, Quem nos veio dizer e ensinar que somos todos irmãos. É Ele o grande artífice da ordem e da paz na terra, porque é Ele Quem dirige a história humana e o Único que pode levar os corações a renunciar às más paixões que geram a guerra e a infelicidade. É Ele Quem abençoa o pão da humanidade, Quem santifica o seu trabalho e o seu sofrimento, Quem lhe dá alegrias que vós não podeis dar, Quem a reconforta nas dores que vós não podeis consolar. Na vossa cidade terrestre e temporal, Ele constrói misteriosamente a Sua cidade espiritual e eterna, a Sua Igreja.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Faça a Tua vontade!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja
O Caminho da Perfeição, cap. 32
«Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu». Porque todos os avisos que vos tenho dado neste livro vão dirigidos a este ponto de nos darmos de todo ao Criador e pormos a nossa vontade na Sua, de nos desapegarmos das criaturas, e já tereis entendido o muito que isto importa, nada mais digo; somente direi o motivo porque o nosso bom Mestre põe aqui estas sobreditas palavras, como Quem sabe quanto ganharemos em prestar este serviço a Seu eterno Pai, a fim de nos dispormos para, com muita brevidade, nos vermos com o caminho acabado de andar e bebendo da água viva da fonte que fica dita. Porque, sem darmos totalmente a nossa vontade ao Senhor para que, em tudo o que nos toca, Ele faça conforme a Sua vontade, nunca nos deixará beber dela.
Isto é contemplação, de que me dissestes que escrevesse. E nisto [...] nenhuma coisa fazemos da nossa parte: nem trabalhamos, nem negociamos, nada mais é preciso; porque tudo o mais estorva e impede de dizer «fiat voluntas tua»: cumpra-se em mim, Senhor, a Vossa vontade. Com efeito, tudo o que quiséssemos fazer pelo nosso trabalho e pela nossa competência, tendo em vista alcançar para nós a quietude, não nos serviria senão de obstáculo e de impedimento.
Cumpra-se em mim, Senhor, a Vossa vontade de todos os modos e maneiras que Vós, Senhor meu, quiserdes. Se quereis com trabalhos, dai-me esforço e venham; se com perseguições e enfermidades e desonras e necessidade, aqui estou, não voltarei o rosto, Pai meu, nem é razão para voltar as costas. Seria indigno de mim recuar. Pois Vosso filho Vos deu esta minha vontade dando-Vos a vontade de todos, não é razoável que falhe por minha parte; mas sim me façais Vós mercê de me dar o Vosso Reino para que eu possa fazê-lo, pois Ele mo pediu, e disponde em mim como de coisa Vossa, conforme a Vossa vontade.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Jejum, a oração e a esmola.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona, norte de África, e Doutor da Igreja
Sermão 150, 6
Os epicuristas, que não esperam vida alguma depois da morte, que não esperam outra coisa senão os prazeres da carne, dizem assim: «comamos e bebamos, que amanhã morreremos» (1Cor 15,32). Mas os cristãos, acreditando de verdade numa outra vida depois da morte, uma vida muito mais feliz, não digam «comamos e bebamos, que amanhã morreremos». Sem esquecer que amanhã morreremos, digam antes «jejuemos e rezemos, que amanhã morreremos», e esse jejum que aqui refiro vos sirva, em terceiro lugar, como preceito irrecusável e indescurável para assim matar a fome a quem é pobre. Se não puderdes jejuar, dai antes de comer àqueles cuja saciedade vos alcançará misericórdia, e digam então os cristãos: «jejuemos, rezemos e demos aos pobres, que amanhã morreremos».
Mas exijo ainda outra coisa, uma terceira condição, pois não quero silenciar aquilo que é necessário observar acima de tudo: que o vosso jejum sirva para saciar a fome do pobre. Se não podeis jejuar, aplicai-vos ainda mais a alimentar aquele cuja fome apaziguada vos obterá o perdão. Eis, pois, aquilo que os cristãos devem dizer: «jejuemos, rezemos e demos aos pobres, que amanhã morreremos».

terça-feira, 14 de junho de 2011

Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Francisco de Assis (1182-1226), fundador dos Irmãos menores
Primeira Regra, §22
Nós, todos os irmãos, acatamos atentamente o que diz o Senhor: «Amai os vossos inimigos, fazei o bem a quem vos odeia». Nosso Senhor Jesus Cristo, cujos passos devemos seguir (1Pe 2,21), deu o nome de amigo a quem O traía (Mt 26,50), e ofereceu-Se voluntariamente aos que O iam crucificar. Por conseguinte são nossos amigos todos aqueles que nos infligem injustamente adversidades e angústias, afrontas e ofensas, dores e tormentos, o martírio e a morte. Devemos amá-los muito, porque os ferimentos que nos causam proporcionar-nos-ão a vida eterna.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vós sois a luz do mundo!


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Cromácio de Aquileia (? - 407), Bispo
Tratado 5 sobre São Mateus, 1.3-4: CCL 9405-406.407
Diz São João na sua epístola: «Deus é luz» (1Jo 1,5); aquele que permanece em Deus está na luz, como Ele próprio está na luz. Uma vez que temos a alegria de estar livres das trevas e do erro, devemos caminhar sempre na luz, como verdadeiros filhos da luz. [...] É por isso que o Apóstolo diz: «Brilhais como astros no mundo. Conservai a palavra da vida.» (Fl 2,15-16). Se não o fizermos, dir-se-á que, pela nossa infidelidade, para nossa desgraça e dos outros, obscurecemos e cobrimos com um véu uma luz tão necessária e benfazeja. [...]
Por isso, essa lâmpada brilhante que foi acesa para a nossa salvação deve luzir em nós sem parar. Com efeito, possuímos a luz da lei celeste e da graça espiritual sobre a qual Davi disse: «A Tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 118,105). [...] Não podemos, pois, esconder dos nossos olhos essa luz da lei e da fé, mas elevá-la na Igreja como um candelabro, para que gozemos realmente da luz da Verdade e para que todos os crentes sejam por ela iluminados.

domingo, 12 de junho de 2011

Oração de Santa Madre Teresa de Jeus - 66


"Ó Filho de Deus e Senhor meu! Como dais tantos bens juntos à primeira palavra? Se já Vos humilhais tanto ao juntar-Vos a nós no pedido, fazendo-Vos irmãos de coisa tão baixa e miserável, como ainda nos dais, em nome do Vosso Pai, tudo o que se pode dar, obrigando-O a nos ter por filhos, já que Vossa palavra não pode faltar? Vós O obrigais a cumpri-la, o que não é pequena carga, já que, sendo Ele Pai, há de nos suportar, por mais graves que sejam as nossas ofensas; se nos voltarmos para Ele, como o filho pródigo, Ele há de nos perdoar, de nos consolar em nossos padeceres, de nos sustentar como o faz um tal Pai, que forçosamente vai ser melhor que todos os pais do mundo, já que nele não pode haver senão a perfeição de todos os bens. E, depois de tudo isso, fará de nós participantes e herdeiros do Seu reino Convosco."(C 27,2)

Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Efraim (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja
Sobre a Efusão do Santo Espírito, in S. Ephraem Syri, 25, 5, 15, 20, Oxford 1865, pp. 95ss.
Os apóstolos estavam sentados no Cenáculo, na sala de cima, à espera da vinda do Espírito. Ali estavam, quais pavios dispostos à espera de serem alumiados pelo Espírito Santo para iluminarem a criação inteira com o Seu ensinamento. [...] Ali estavam, quais agricultores que, trazendo a semente na aba de seus casacos, esperam o momento de receber ordem para semear. Ali estavam, quais marinheiros cuja barca, presa ao porto do comando do Filho, espera a chegada do doce vento do Espírito. Ali estavam, quais pastores que acabando de receber, das mãos do Grande Pastor de todo o redil, seus bordões, aguardam que lhes sejam distribuídos os rebanhos.
«Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.» Ó Cenáculo, amassadouro onde foi lançado o fermento que fez elevar-se todo o universo! Cenáculo, mãe de todas as Igrejas; Cenáculo que viu o milagre da sarça ardente (Ex 3). Cenáculo que espantou Jerusalém com um prodígio muito maior do que o da fornalha que maravilhou os habitantes de Babilônia (Dn 3). O fogo da fornalha consumia em chamas os que estavam em redor, mas protegia os que estavam no seu centro; o fogo do Cenáculo reúne aqueles que, vindo de fora, desejam vê-lo, enquanto conforta os que o recebem. Ó fogo, fogo cuja vinda é verbo, cujo silêncio é luz, fogo que elevas os corações em ações de graças! [...]
Diziam alguns que se opunham ao Santo Espírito: «Esta gente bebeu vinho doce, estão embriagados». Na verdade, o que dizeis é verdadeiro, mas não como credes. Não foi vinho das vinhas o que eles beberam. É um vinho novo que corre do céu. É um vinho recentemente espremido no Gólgota. Os apóstolos deram-no a beber e assim embriagaram a criação inteira. É um vinho que foi espremido com a cruz.

sábado, 11 de junho de 2011

Oração de Santa Madre Teresa de Jesus - 65


"Ó Senhor meu, como pareceis Pai de tal Filho, e vosso Filho parece filho de tal Pai! Bendito sejais para todo o sempre! Já não seria uma graça excessiva, Senhor, que nos permitísseis no final da oração chamar-Vos de Pai? Mas eis que, já no começo, nos encheis as mãos e fazeis favor tão grande que seria justo absorvermos nele o intelecto para ocupar a vontade de tal maneira que não se pudesse pronunciar uma única palavra."(C 27,1)

Proclamai que o Reino do Céu está perto.


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Concílio Vaticano II
Mensagem Aos Jovens, 8 de Dezembro de 1965
É finalmente a vós, jovens de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem — pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela.
A Igreja, durante quatro anos, tem estado a trabalhar para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu Fundador, o grande vivente, o Cristo eternamente jovem. E no termo desta importante «revisão de vida», volta-se para vós. É para vós, os jovens, especialmente para vós, que ela acaba de acender, pelo seu Concílio, uma luz: luz que iluminará o futuro, o vosso futuro.
A Igreja deseja que esta sociedade que vós ides constituir respeite a dignidade, a liberdade, o direito das pessoas: e estas pessoas sois vós. Deseja em especial que esta sociedade deixe espalhar-se o seu tesouro sempre antigo e sempre novo, a fé, e que as vossas almas possam banhar-se livremente nos seus clarões benéficos. Tem confiança que vós encontrareis uma força e uma alegria tais, que não chegareis a ser tentados, como alguns dos vossos antepassados, a ceder à sedução das filosofias do egoísmo e do prazer, ou às do desespero e do nada, e que perante o ateísmo, fenômeno de cansaço e de velhice, sabereis afirmar a vossa fé na vida e no que dá sentido à vida: a certeza da existência de um Deus justo e bom.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Oração de Santa Madre Teresa de Jesus - 64


"Ó Senhor do mundo, verdadeiro Esposo meu (podeis dizer-Lhe, se o vosso coração se enterneceu por vê-Lo assim, levando-vos não só a querer olhar para Ele como também a desejar falar-Lhe; não com orações compostas, mas do sofrimento do vosso coração, que Ele tem em muitíssima conta), tão necessitado estais, Senhor meu e Bem meu, que quereis admitir uma pobre companhia como a minha? Estarei vendo em Vosso semblante que Vos consolastes comigo? Pois como, Senhor, é possível que os anjos Vos deixem só e que nem mesmo Vos console o Vosso Pai? Se assim é, Senhor, que tudo isso quereis passar por mim, o que é isto que eu passo por Vós? De que me queixo? Já estou envergonhada de Vos ter visto assim e desejo, Senhor, passar por todas as provações que me acometerem e tê-las como grande bem para Vos imitar em algo. Marchemos juntos, Senhor; por onde fordes, terei de ir; por onde passardes, terei de passar".(C 26,6)

Simão, filho de João, tu amas-Me?


Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Beato João Paulo II
Homilia em Paris 30/05/80 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)
Na hora da prova, Pedro renegou o Mestre três vezes. E a voz tremia-lhe quando respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo» (Jo 21,15). Contudo, não respondeu «Todavia, Senhor, eu enganei-Te», mas: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Dizendo isto, já sabia que Cristo é a pedra angular sobre a qual, apesar de toda a fraqueza humana, pôde crescer nele, Pedro, esta construção que terá a forma do amor. Através de todas as situações e todas as provas. Até ao fim. Por isso ele escreverá um dia [...]: «Vós mesmos, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus tão só por Jesus Cristo» (1 Ped 2,5).
Tudo isto significa tão só responder sempre e constantemente, com tenacidade e de maneira consequente, a esta única pergunta: Amas-Me? Tu amas-Me? Tu amas-Me mais? É com efeito esta resposta, quer dizer, este amor, que faz com que sejamos «raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido» (1 Ped 2,9). Ela é que faz que proclamemos as obras maravilhosas d'Aquele que nos «chamou das trevas para a Sua luz admirável» (1 Ped 2,9). Tudo isto soube-o Pedro na absoluta certeza da sua fé. E sabe tudo isto e continua a confessá-lo também nos seus sucessores.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Oração de Santa Madre Teresa de Jesus - 63


"Pois, Esposo meu, será que em tudo Vos considerarão menos que aos homens? Se isso não lhes agrada, que eles deixem que Vossas esposas o façam, pois estas haverão de viver sempre Convosco. E terão, na verdade, vida feliz! Se um esposo for tão ciumento que não queira que a esposa fale com ninguém, seria bonito se ela não pensasse em lhe dar esse prazer, ainda mais quando a razão para o suportar e para ele não querer que ela fale com outro é o fato de ela ter nele tudo o que pode querer!"(C 22,8)